sábado, 25 de setembro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Viajar?Para viajar basta existir.
Vou de dia para dia, como de estação para estação,
no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado sobre as ruas e as praças,
sobre os gestos e os rostos, sempre iguais e sempre diferentes, como, afinal, as paisagens são.
Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo?Só a fraqueza extrema da
imaginação justifica
que se tenha que deslocar para sentir.
"Qualquer estrada, esta mesma estrada de Entepfuhl, te levará até ao fim do mundo".
Mas o fim do mundo, desde que o mundo se consumou dando-lhe a volta, é o
mesmo Entepfuhl de onde se partiu. Na realidade, o fim do mundo, como o
principio, é o nosso conceito do mundo.
É em nós que as paisagens tem paisagem. Por isso, se as imagino, as crio;
se as crio, são; se são, vejo-as como ás outras. Para que viajar? Em Madrid,
em Berlim, na Pérsia, na China, nos Pólos ambos, onde estaria eu senão em
mim mesmo, e no tipo e gênero das minhas sensações?
A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não
é o que vemos, senão o que somos.
Fernando Pessoa
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A-N-I-V-E-R-S-Á-R-I-O

terça-feira, 20 de julho de 2010
O Direito de...

quinta-feira, 24 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Foram Sete de Uma vez #2 versão adaptada dos Contos Tradicionais

Era um jogador muito poltrão, que estava jogando no estádio; como ele tinha medo de tudo, o seu gosto era fingir-se de valente. Vai de uma vez viu muitos matraquilhos juntos e de uma pancada rodou sete. Daí em diante não fazia senão gabar-se:
- Eu cá rodo sete de uma vez!
Ora o treinador andava muito aparvalhado, porque lhe tinha abalado na guerra o seu capitão Dom Caio, que era o maior valente que havia, e os jogadores adversários já vinham contra ele, porque sabiam que não tinha quem mandasse a combatê-los. Os que ouviram o jogador andar a dizer por toda a parte: “Eu cá rodo sete de uma vez!” foram logo metê-lo no bico do treinador, que se lembrou de que quem era tão valente seria capaz de ocupar o posto de Dom Caio.
Veio o jogador à presença do treinador que lhe perguntou:
- É verdade que rodas sete de uma vez?
- Saberá Vossa Majestade que sim.
- Então nesse caso vais comandar as minha equipa e atacar os adversários que me estão cercando.
Mandou vir o fardamento de dom Caio e fê-lo vestir ao jogador, que era muito baixinho, e que ficou com o chapéu de bicos enterrado até às orelhas; depois disse que trouxessem a bola branca de Dom Caio para o jogador jogar. Ajudaram-no a entrar para o relvado, e ele já estava a tremer como varas verdes; assim que o esférico deslizou sentiu as esporas, botou à desfilada, e o jogador a gritar:
- Eu caio, eu caio!
Todos os que o ouviam por onde passava diziam:
- Ele agora diz que é o Dom Caio; já temos homem.
O esférico, que andava acostumado às escaramuças, correu para o sítio em que se combatia, e o jogador com medo de cair ia agarrado aos calções, a gritar como um desesperado:
- Eu caio, eu caio!
O adversário, assim que viu o famoso esférico branco do capitão valente e ouviu o grito: “Eu caio, eu caio!”, conheceu o perigo em que estava, e disseram os jogadores uns para os outros:
- Estamos perdidos, que lá vem o Dom Caio; lá vem o Dom Caio!
Foram Sete de Uma vez #1 versão original

''Era um alfaiate muito poltrão, que estava trabalhando à porta da rua; como ele tinha medo de tudo, o seu gosto era fingir-se de valente. Vai de uma vez viu muitas moscas juntas e de uma pancada matou sete. Daí em diante não fazia senão gabar-se:
sexta-feira, 18 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Citação de Charlie Chaplin... não resisti
“Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa pela nossa vida passa sozinha, não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.”
segunda-feira, 14 de junho de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Momentos de Poesia, by Almada Negreiros
Se me ponho a trabalhar
terça-feira, 18 de maio de 2010
Sugestão do Livro do Mês:
SINOPSE:quinta-feira, 22 de abril de 2010
Ler está na moda com BOOK
Experimentem esta «nova» ferramenta de trabalho que está a substituir o copy e paste.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
«O Beco do Pânico»
SUGESTÃO do MÊS 2:
«O Beco do Pânico »
«Caíque, de seis anos, entra correndo em casa, joga a mochila no sofá e, ansioso: - Mãe! Mãe! Eliana vê o filho feliz, saltitante. Sorri. - Que foi meu filho? Que alegria é essa? - Mãe, dei hoje o meu primeiro beijo na boca, mãe! Na boca! - É mesmo, filho? Conta como foi. - Eu acho que estou apaixonado, mãe. - A mãe ri da frase do filho, tão apaixonado e tão pequeno. - E como é o nome dela? - É o Ricardo, mãe. Silêncio total.»
O Beco do Pânico, de Clovis Levi
domingo, 18 de abril de 2010
«O Amor em Armas»
O Retrato de Mónica





